Os especialistas em visualização climática de uma empresa chamada Pixel Movers and Makers, reuniram dados de cerca de 40 anos de migração de icebergs de seus locais de origem para o oceano. As imagens são alarmantes, uma vez que a velocidade desses deslocamentos se mostraram cada vez maiores com o passar dos anos.

Os icebergs regularmente se formam na Antártida. Dependendo de seus tamanhos, eles podem ganhar nomes e até mesmo serem inclusos em mapas de navegação. Quando eles se separam das geleiras e plataformas de gelo, eles acabam a mercê das correntes oceânicas e dos ventos. A partir de 1970, com a invenção dos satélites, os cientistas passaram a monitorá-los.

O derretimento alarmante dos icebergs

 

“Os dados englobam icebergs conhecidos e outros icebergs grandes o suficiente para serem rastreados por difusômetros espaciais”, contou Marlo Garnsworthy, fundador da Pixel Movers & Makers. Na animação produzida por eles, percebemos que os icebergs costumam viajar em um círculo anti-horário ao redor da Antártida em uma corrente que espelha a costa.

A Corrente Circumpolar Antártica fica um pouco depois dela, e onde os icebergs que escapam acabam caindo e são atirados no oceano. Quando icebergs sobem pelo lado oriental da Península Antártica, eles chegam ao oceano aberto através da passagem de Drake. Tal rota foi usada pelo Iceberg B-15, o maior até então a romper a plataforma de gelo Ross, em 2000.

Devido ao colapso da plataforma de gelo Larsen B,  em 2002, atualmente a Península Antártica apresenta um aumento notável em icebergs, e é considerada uma das mais “agitadas” do continente. “Fiquei surpreso (e ainda assim não surpreso) ao ver um aparente aumento no fluxo de iceberg nos últimos anos”, afirmou Garnsworthy.

Desde 1992, a Antártida já perdeu cerca de 3 trilhões de toneladas de gelo e isso é bem perceptível nas imagens reveladoras no vídeo. Muito disso é consequência da água quente cortando por debaixo das geleiras, o que faz com que elas fiquem mais finas.

No entanto, o desprendimento desses icebergs é parte do ciclo das geleiras, especialmente nas mais enfraquecidas. A gigantesca geleira de Pine Island tem soltado icebergs em um ritmo cada vez maior e isso tem deixado a comunidade científica alarmada.

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