Apesar de ser responsável por surto de microcefalia em bebês, na epidemia de 2015 – 2016, o vírus zika pode ajudar no combate do câncer cerebral. Pesquisadores das universidades da Califórnia, Cleveland, Washington e Texas se uniram para fazer experimentos com o vírus e descobriram que talvez uma doença consiga neutralizar a outra.

Segundo o Globo, O tratamento contra glioblastoma pode envolver cirurgia, quimioterapia e radiação, mas os tumores costumam reaparecer em questão de meses. É aí que entra o zika: o vírus ignora células cancerígenas, mas mira células-tronco, justamente as responsáveis por continuar “fabricando” as cancerígenas. O vírus é perigoso para fetos porque se infiltra no sistema nervoso central em desenvolvimento e mata células progenitoras neurais, que mais tarde se tornariam vários tipos de células cerebrais.

Como as células-tronco do glioblastoma se comportam de forma semelhante às neuroprogenitoras, o zika serviria como arma contra elas. Com isso, os médicos poderiam matar as células mutantes das formas convencionais — cirurgia, quimioterapia etc. — e, ao mesmo tempo, atacar a célula-tronco do glioblastoma para impedir que ela crie mais tumores. Ainda não há previsão sobre a possibilidade de estender os testes a humanos.








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