O Golden State Warrios mostrou sua condição de supertime no máximo esplendor e ampliou a era de seu domínio na NBA. Foi o terceiro título nos últimos quatro anos. Ganhou o quarto jogo (108-85) numa final em que “varreu” por 4-0 o Cleveland, seu rival nessas últimas quatro finais – uma incrível sucessão de duelos que nunca havia ocorrido.

LeBron James voltou a se curvar, sozinho frente a um rival com um elenco espetacular, começando por Stephen Curry, que de novo deu um show. Mas Kevin Durant, o herói da terceira partida com 43 pontos, foi eleito o Melhor Jogador da Partida (MVP, na sigla em inglês) da final. Uma pequena surpresa dadas as excelentes atuações de Stephen Curry, que continua sem obter o prêmio numa final. Em 2015, o ganhador foi Andre Iguodala e, em 2017, também Kevin Durant.

O quarto jogo foi marcado pelo domínio arrasador dos Warriors. Começaram a toda velocidade, com um Stephen Curry convertendo quatro cestas de três pontos nas primeiras jogadas (34-23) e depois mais sete de um total de 37 pontos, com seis rebotes, quatro assistências e três roubos de bola.

Os Cavaliers reagiram e chegaram a fazer 39-38, coincidindo com seu domínio no rebote, boas jogadas de LeBron e Kevin Love e o mau começo de Klay Thompson, que fez três faltas muito rápido e não anotou nenhum em todo o primeiro tempo. Mas Curry voltou a converter um arremesso de três pontos – e todo o time seguiu sua estrela.

Kevin Durant obteve um triple-double com 20 pontos, 12 rebotes e 10 assistências, além de três tocos. Andre Iguodala somou, além de sua grande defesa contra LeBron, 10 pontos, dois roubos e dois tocos. Até mesmo Klay Thompson recuperou a constância no segundo período e acabou com 10 pontos e seis rebotes. Draymond Green agregou nove pontos e nove assistências.

Os Warriors dominavam por 15 pontos (67-52) no início do terceiro período, por 21 (86-65) no início do quarto e por 25 (95-70) quando faltavam nove minutos. Missão impossível para os Cavaliers.

Foi um golpe duro para LeBron James, que saiu definitivamente para o banco faltando quatro minutos para o fim da partida, com o placar indicando 102-77. Terminou com 23 pontos, sete rebotes e oito assistências. Seu mérito é enorme. Levou sua equipe à final, fez 51 pontos no primeiro jogo e suas médias foram extraordinárias. Mas nada disso adiantou ante um rival como os Warriors. Após o duelo, ele revelou que machucou a mão direita após bater com força num quadro negro do vestiário, por causa da tremenda raiva que sentiu após perder a partida na prorrogação. Disputou as três seguintes com essa importante contusão na mão.

‘King’ James jogou sua nona final na NBA, a oitava consecutiva, quatro pelo Miami Heat e cinco pelo Cleveland. Mas só pôde ganhar três – duas com o Miami e uma com o Cleveland. Agora, seu contrato termina e existe a possibilidade de que volte a mudar de equipe, como fez em 2010, quando deixou Cleveland e aportou em Miami. Outro que finaliza seu contrato com os Cavaliers é José Manuel Calderón, o terceiro espanhol que disputa uma final da NBA, após Pau Gasol e Serge Ibaka.

Os Warriors fecharam uma temporada na qual não brilharam tanto quanto em outras vezes na fase regular, superados pelo Houston Rockets, que somou sete triunfos: 65 a 58. Mas melhoraram seu rendimento nos playoffs. Suplantaram com autoridade o San Antonio Spurs (4-1) e o New Orleans (4-1). Só sofreram ante o Houston. Os Rockets de James Harden e Chris Paul chegaram a dominar a série por 3-2, mas os Warriors reagiram e carimbaram o passaporte para a final contra o Cleveland após vencerem em Houston, tendo o “fator quadra” contra eles. A última equipe que venceu por 4-0 na final da NBA foi o San Antonio Spurs, também contra o Cleveland, em 2007.

E.P.

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